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Nunca Demos Senão o Que Tivermos de Melhor
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Na manhã de Natal, quando eu descia as escadas na ponta dos pés, para ver os
presentes que Papai Noel trouxera, sabia de antemão que me aguardava um dever a cumprir.
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Até onde consigo me lembrar, faziam-se escolher um dos presentes que me pertenciam, e eu
própria ia levá-lo a algum menino pobre da vizinhança.
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Minha mãe me ensinara a por de
lado, entre os presentes, o que mais me agradasse. Não me deixavam dar brinquedos velhos,
de que eu já me cansara.
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No próprio dia de Natal, faziam-me abrir mão do que eu mais
desejasse para mim.
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Horas mais tarde, ao ver, nos braços de um menino pobre, meu urso de pelúcia, eu já não
podia senão compartilhar da alegria que desta maneira lhe proporcionava.
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Não era outro o sentimento que minha mãe tentara despertar em mim; nem me pudera dar
melhor presente que o de ensinar-me a conhecer o sofrimento alheio - percebendo, ao
mesmo tempo, que a alegria de partilhar os bens que nos couberem é maior que a ventura
de possuí-los.
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Relato de: Sra. Pearl L. Peterson Washington-EUA
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