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O Zumbi - Informações Complementares
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Origem Provável: É quase certo que pertença a extensa Mitologia africana, mas sofreu muitas
variações em nossas terras.
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Como um diabinho atormentador, ele se parece com o Gunocô dos Indígenas Negros Bantus, e
é um dos elementos constitutivos do nosso Saci-Pererê.
O Zumbi por vezes oculta-se, e impede a um cavaleiro de prosseguir. Os animais
são capazes de perceber sua presença, e ele próprio pode ser percebido
pelo ronco surdo, estremededor, que faz. Outras vezes ele é a alma de um Negro que foi transformado em
pássaro, e que fica ao escurecer, nas porteiras das fezendas, gemendo com seu canto fúnebre, e chamando
os passantes pelo nome. As vezes, ao meio dia, canta e lamenta a vida que levou como escravo e diz:
"Zumbi... biri.. ri.. coitado.. zumbi.. biri.."
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Há também o Zumbi de Sergipe, que é casado com a Caipora, e é um negrinho como o Saci-Pererê, mas
sem a carapuça vermelha, e que corre através do mato ralo, a copoeira, rápido como
um raio, do qual se percebe apenas um vulto que tem a cor de Ébano lustroso.
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Nos mitos e Superstições negras do Haiti, há o registro dos Zombies. O Zumbi haitiano é
um cadáver animado, pela força mágica de um feiticeiro, que como um morto vivo, será escravizado
nos trabalhos do campo, sob a guarda do seu encantador. São insensíveis, quase não se
alimentam, e sua comida não deve conter sal. Se provam sal, sentem que estão mortos e voltam
para a sepultura, quebrando o encanto que o feiticeiro tem sobre eles.
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