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O Negrinho do Pastoreio - Notas complementares:
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Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul. Há na Argentina um personagem
semelhante chamado El Quemadito, surgido durante a guerra civil de 1830.
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Alguns folcloristas afirmam que o Rio Grande do Sul tem uma única lenda sua,
criada às feições locais, que é a do Negrinho do Pastoreio.
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Ela não tem ligação alguma com a lenda do Saci brejeiro que de cachimbo apagado ataca,
à noite, os viajantes. O Negrinho ou Crioulo do pastoreio, é exclusivamente gaúcho, pelo seu
feitio, pelo seu papel na vida campeira e pelo próprio martírio, que é um dos tantos
episódios reais da escravidão, ele se afasta por completo do Saci. Resta uma semelhança; ambos são negrinhos.
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Alguns historiadores afirmam que em São Paulo o Saci também encontra objetos perdidos
a troco de ovos frescos. Mas este não está associado à idéia cristã. Barbosa Rodrigues,
conhecido folclorista, inclui o Negrinho do Pastoreio como um símile do Saci. De fato,
as características do Saci, realmente, não se encontram no Negrinho do Pastoreio. Nem os vícios
nem as diabruras.
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O Negrinho do Pastoreio é uma lenda cristã, divulgada com finalidades morais. O Negrinho é
sem pecado, uma vítima. Perdendo duas vezes a tropilha que acha miraculosamente, o Negrinho,
por associação natural, é padroeiro dessa atividade nos campos gaúchos. Trata-se de uma lenda
puramente regional.
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