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E depois disso,
entre os andantes e posteiros, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a
notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada
por um Negrinho, montado em um cavalo baio.
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Então, muitos acenderam velas e rezaram um Padre-Nosso pela alma do judiado. Daí por diante,
quando qualquer cristão perdia uma coisa, o que fosse, pela noite o Negrinho campeava e
achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para
pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe
uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
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Desde então, e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os
campos. Ele anda sempre a procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos
seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da santa
que é sua madrinha.
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Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou
sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi...
Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.
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