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Em alguns lugares, se apresenta como um velho, a cabeça amarrada com um pano ou lenço,
como se fosse uma pessoa doente, indo de porta em porta, também a pedir tabaco.
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Um ponto em comum em todas as versões encontradas, é que se trata de um indivíduo nômade, que anda a
gritar, ou com seu assobio de pássaro, ou a tocar uma flauta, sempre a pedir tabaco. No Tupi
encontramos Mata como significado de coisa grande, e mati para coisa pequena. No nosso
caso da Matinta-Pereira, o mati significa um ente misterioso,
nem ave, nem quadrúpede, nem serpente, mas tendo de todos estes alguma coisa.
Mora nas ruínas, junto com onças, corujas e cobras.
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Há na região Norte, sociedades secretas femininas chamadas de Tapereiras, que o povo chama
de Mati-taperereiras.
Às vezes usam do medo que provocam na população para obterem vantagens. Conta-se que garotos de 10 a 14
anos, como serventes e nas noites sem luar, saem a gritar imitanto a Matinta-pereira. O povo assustado
fecha as portas e janelas, e todos se calam para não atrair o "demônio" para suas casas.
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Nos dias seguintes a essa noite, todos sabem que durante o dia chegará às suas portas uma velha
a pedir tabaco.
Nesse caso é melhor dar, ou charutos, e mais alguma coisa para comer. Insatisfeita tentará entrar na
casa; Satisfeita ela irá embora sem causar mal algum.
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