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O Lobisomem paulista, segundo historiadores é coprófago: "Quando a pessoa é branca, vira um
cachorrão grande e preto; quando é negro vira um cão branco, que sai toda sexta para comer cocô de galinha.
Depois disso ele vai em busca de crianças de colo para lamber suas fraldas sujas.
Também procura por crianças que ainda não foram batizadas para comê-las".
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Conserva-se no sul do Brasil, de forma mais pura, a tradição européia e clássica do "castigo
divino". No norte há uma adaptação etiológica, material e simples.
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No geral, eis o retrato resumido do Lobisomem:
"É um homem amarelo, pálido. Precisa de sangue para não morrer. Numa encruzilhada,
tira a roupa, deixa ao avesso. Dá sete nós em qualquer parte da roupa. Deita-se e roda, da esquerda para
a direita e vira bicho. Prefere atacar crianças e bichos novos. Mas, na falta destes, ataca os
adultos. Qualquer furada no seu corpo que sangre, o livra da maldição. Se desfizerem os sete nós
dados na roupa do Lobisomem, este fica para sempre correndo como bicho".
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