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Em todas as cidades, vilas e povoados do Brasil, o Lobisomem faz parte da mitologia local.
Embora os motivos para se ser Lobisomem variem de um lugar para o outro, a tradição portuguesa ainda vive:
"Toda mulher que tiver sete filhos machos, pode ter certeza que um deles vira Lobisomem. E, sendo sete
meninas, uma, cedo ou tarde, vira Bruxa".
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No sul do Brasil, há a crença de que seja castigo por incesto. Diz assim a tradição: "Eram os
homens que havendo tido relações incestuosas, emagreciam; todas as sextas, alta noite, saíam de casa
transformados em cachorro ou porco, e mordiam as pessoas. Quem fosse mordido ficava sujeito a mesma
maldição".
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No norte, a maldição não tem razões morais. O Lobisomem é uma determinante do "amarelão" (ancilóstomo), ou
paludismo. Todos os anêmicos são dados como candidatos à maldição. Transformados em lobos ou porcos, cães, ou animais
misteriosos, correm dentro da noite atacando homens, mulheres, crianças, todos os animais recém-nascidos ou novos.
Suga o sangue das vítimas para continuar vivo.
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No Brasil, não há mulher Lobisomem. O Lobisomem em sua aparência humana é fastidioso. Gosta de comida
salgada, picantes, e vive sempre com muita sede. Anda devagar, bocejando, e é sempre pálido.
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