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Continuação...
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O Curupira foi o primeiro duende selvagem das américas que o europeu documentou em papel.
Do litoral paulista, em maio de 1560, José de Anchieta o divulga aos países distantes. A maioria dos cronistas
colonias inclui seu nome entre os entes mais temidos pelos índios.
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Dentre as muitas lendas, conta-se que o Curupira, algumas vezes vira--se em caça que nunca pode
ser alcançada, mas que nunca desaparece dos olhos do caçador, que, com a esperança de a alcançar,
deixa-se levar aos confins da floresta, de onde não consegue mais sair, já que seus rastros, que
o poderiam guiá-lo de volta, são apagados.
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Conta-se também que as vezes ele se deixa facilmente abater pelo caçador. Quando o caçador vai
pegar sua vítima, descobre que atingiu um amigo, ou um parente, mulher ou filho, que estava
sob encanto do Curupira.
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Também, dizem que ele tem o poder de ressuscitar animais mortos, ou que ele é o pai do moleque Saci Pererê.
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Vigiando árvores, conduzindo manadas de porcos-do-mato, veados ou pacas, assobiando estridentemente, corre o
pequeno e ágil duende, o mais vivo dos deuses das florestas, o derradeiro justiçeiro e protetor da vida
silvestre, o preferido das estórias infantis.
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