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O Boi Tatá - Notas complementares
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Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Boi-guassu, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatão e Biatatá (Bahia).
Entre os índios; Mbaê-Tata, Mboitatá. Outros Países: Fogo de Santa-Helena, Víbora-de-fuego, etc.
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Origem Provável: No Brasil é de origem Indígena. Os negros africanos também trouxeram o mito de um
ser que habitava as águas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá.
O Fogo-fátuo é tema universal no folclore e em todos os países existem narrativas que tentam
lhe dar nomes, torná-lo uma entidade fantástica, viva.
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Diz Anchieta em sua carta: "Há também outros fantasmas nas praias, que vivem a maior parte do tempo
junto do mar e do rios, e são chamados de Baetatá, que quer dizer, "Coisa de Fogo", o que é o mesmo
como se dissesse "o que é todo de fogo". Não se vê outra coisa senão um facho cintilante correndo para ali;
acomete rapidamente os índios e mata-os, como os Curupiras: o que seja isso, ainda não se sabe com
certeza."
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É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumas, por
exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra as queimadas. Em outras,
ele é causador dos incendios na mata. Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à
escuridão da caverna onde ficou preso após um dilúvio. Noutra ao procurar
restos de animais mortos, come apenas seus olhos, assim absorve a luz e o volume dos mesmos,
razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.
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