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A Criança e os Hábitos
"Série: Criando uma mente saudável – Parte 1”
Autores: Jon Talber / Ester de Cartago[1]
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Para se construir uma base sólida, precisamos de bons materiais e bons pedreiros.
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Lembre-se sempre que, a mente de uma criança é como uma folha de papel em branco, na qual podemos escrever qualquer coisa.
Nessa folha em branco, que é a sua mente, que logo se transformará em sua personalidade, identificando-o como um indivíduo que pensa e age dentro da sociedade, podemos gravar todos os tipos de comportamentos.
A criança aprende através da imitação, isto quer dizer que, vendo o exemplo dos outros, sejam hábitos ou gestos simples como pegar e segurar objetos, ela acabará por se tornar um “hábil” qualquer coisa.
Seus medos e preferências, também elas apreendem, assimilam na íntegra a partir do exemplo, do modelo que lhes transmitem os adultos, que somos nós.
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É importante frisar que, primeiro, as crianças tendem a imitar os comportamentos daquelas pessoas que ela admira, ou confia, como os pais, irmãos mais velhos, parentes com os quais possua mais afinidade.
Os vícios, as manias e os hábitos que detestamos, ou atitudes não éticas, tudo isso, são exemplos que os adultos transmitem para aquela folha em branco, onde podemos escrever qualquer coisa.
Não subestime a capacidade de assimilar coisas de uma criança. Seus sentidos são extremamente mais apurados que de qualquer adulto. É uma estratégia de sobrevivência da natureza, uma vez que nessa faixa etária ela precisa assimilar rapidamente todas as manobras que a permitirão sobreviver em seu mundo.
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Ela apreenderá absolutamente tudo, sem códigos de éticas ou culpas presentes, pois sendo uma folha em branco, terá como única opção imitar aqueles que estão à sua volta, com seus exemplos de conduta, repetindo seus gestos, preferências, manias, vícios e hábitos, por mais bizarros que possam parecer. Como não tem discernimento, ou senso moral, ou culpas, apenas tendem a imitar, reproduzir aquilo que seus sentidos conseguem captar, seja o que for.
Desse modo, ela também aprenderá a odiar e gostar, a preferir e desprezar, a ser moralmente fraca ou forte, a ser corajosa para enfrentar os obstáculos da vida, ou o seu oposto.
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Também aprendemos a brigar pelos nossos pontos de vista,
mesmo quando se trata de coisa sem valor.
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E finalmente, lembre-se, uma criança ao nascer, já adentra num mundo repleto de comportamentos milenares, de todos os tipos de códigos e símbolos, de infinitas personalidades que se antagonizam entre si em busca de espaço. Ali encontrará hábitos e manias que se repetem numa cadeia sem fim, passando de pai para filho, de individuo para individuo, e ela, a criança, certamente, também acabará por se tornar um desses personagens, ou uma mistura de todos. Reformatar, reprogramar esse personagem, nutrir essa nova mente, para que não repita os velhos e nocivos hábitos é papel do Educador ou Pai.
Autores: Jon Talber - jontalber@gmail.com
Ester de Cartago - estercartago@yahoo.com.br
Veja mais detalhes sobre os autores nas notas abaixo.
Notas:
[1]
Jon Talber é pedagogo e escritor de temas de auto-ajuda. Estudou por muito tempo filosofia oriental e
antropologia. Torna-se mais um colaborador eventual do nosso
Site, onde pretende compartilhar parte daquilo que aprendeu.
Ester Cartago é psico-orientadora em educação infantil e fundamental. Pesquisadora em antropologia social e fobias,
também escritora de contos infantis, e colaboradora eventual do Site de Dicas.
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