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Os Compadres Corcundas
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Era uma vez, dois compadres corcundas, um Rico outro Pobre. O povo do lugar
vivia zombando da corcunda do Pobre e não reparava no Rico. A situação do Pobre andava
preta, e ele era caçador.
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Certo dia, sem conseguir caçar nada, já tardinha, sem querer voltar para casa, resolveu
dormir ali mesmo no mato.
Quando já ia pegando no sono ouviu uma cantiga ao longe, como se muita gente cantasse
ao mesmo tempo.
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Saiu andando, andando, no rumo da cantiga que não parava. Depois de muito andar, chegou
numa clareira iluminada pelo luar, e viu uma roda de gente esquisita, vestida de diamantes que
brilhavam com a lua. Velhos, rapazes, meninos, todos cantavam e dançavam de mãos dadas, o mesmo
verso, sem mudar:
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Segunda, Terça-feira,
Vai, vem!
Segunda, Terça-feira,
Vai, vem!
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Tremendo de medo, escondeu-se numa moita e ficou assistindo aquela cantoria que
era sempre a mesma, durante horas.
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