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O Bicho Folharal
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Achou um cortiço de abelhas, furou-o e com o mel que dele
escorreu untou todo o seu corpo. Depois, espojou-se num monte de folhas secas, que se pregaram
aos seus pêlos e cobriram-na toda.
Imediatamente, foi à cacimba.
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A onça olhou-a bem e perguntou:
- Que bicho és tu que eu não conheço,
que eu nunca vi?
- Sou o bicho Folharal. - respondeu a raposa
- Podes beber.
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Desceu a rampa do bebedouro, meteu-se na
água, sorvendo-a com delícia e a onça lá em cima, desconfiada,
vendo-a beber demais, como quem trazia uma sede de vários dias, dizia:
- Quanto bebes, Folharal!
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Mas a água amoleceu o mel e as folhas foram caindo às porções. Quando já havia
bebido o suficiente, a última folha caíra, a onça reconhecera a inimiga esperta e pulara
ferozmente sobre ela, mas a raposa conseguira fugir.
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Nota: Conto do folclore africano, com versões na Europa e América Latina.
Compilado por Couto Magalhães em 1876.
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