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PERSONAGENS HISTÓRICOS: :
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O retrato do artista aqui reproduzido, de Autor desconhecido, foi pintado na Holanda em 1655.
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Nasceu em Haarlem, Holanda. Ficou órfão aos dois anos de idade e passou aos
cuidados e proteção de seu irmão mais velho, o futuro arquiteto Pieter Post.
Aos 25 anos, aceita um convite do então governante da Holanda Equatorial,
João Maurício de Nassau, e fica no Brasil de 1637 a 1644, documentando aspectos da nova
terra com suas telas.
Desse período, sabe-se da existência de 18 telas, 11 delas desaparecidas.
Essas obras representam a primeira visão do Velho Mundo sobre o Novo Mundo nas artes e,
por isso, tornaram-se verdadeiras coqueluches dos museus e leilões internacionais.
No Nordeste desenvolveu grande atividade documentando a paisagem e tomando apontamentos de
portos e fortificações que utilizaria como ilustrações para o Rerum per
octennium in Brasilia, publicado em 1647 por Joanis Blaev.
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No início de 1644 de volta à Holanda, fixou-se em sua cidade natal e
continuou a pintar. Em 1650 casou-se, ficando viúvo em 1664.
Após essa data, caiu em depressão, tornando-se alcoólatra o que acabou por
afetar sua criatividade. Ao falecer, foi enterrado na Groote Kerk de Haarlem.
Historicamente, sua importância é imensa (senão a maior na história do Brasil), tendo sido o
primeiro pintor, em terra americana, a dar uma versão ao mesmo tempo fiel e poética
da região, num momento em que toda a ênfase era concedida à pintura de natureza religiosa.
Entre 1996 e 1997, uma de suas obras, pintada durante o período em que estava no Nordeste,
a Vista da Cidade e da Fazenda de Frederick na Paraíba, Brasil ou Cidade Frederica na Paraíba,
de 1638, foi descoberta em um castelo da Baviera, Alemanha.
Sendo vendida dois anos depois em um leilão da Sotheby's, por US$ 4,5 milhões, negociação que
representou um recorde mundial para uma obra produzida no Brasil
Depois que voltou para Holanda, o artista produziu mais de uma centena de quadros
sobre o Brasil. Pintava-os de memória do que aqui viu, e também em cima de muitos esboços
que fizera a lápis, quando aqui estava.
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| Johan Mauritz Rugendas (1802-1858) |
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O retrato do artista
aqui, foi reproduzido de: MATHIAS, Herculano Gomes. Viagem Pitoresca ao Velho e ao
Novo Rio, IV Centenário do Rio de Janeiro, Governo do Estado da Guanabara, Rio
de Janeiro, 1965
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Nasceu em Augsburgo e faleceu em Weilheim (1858), Alemanha.
Rugendas, Johann Moritz. 1802-1858. Natural da Alemanha, pintor e desenhista
com formação acadêmica na Academia de Belas-Artes de Munique, sendo influenciado
também por seu pai e tios, também artistas.
Veio ao Brasil em 1821 participando
da Missão Cientifica russa, dirigida pelo barão de Langsdorff, porém desistiu de
acompanhar o roteiro da expedição e Passou então a viajar por conta própria,
anotando em magníficos desenhos os diversos aspectos da paisagem, dos tipos
e dos costumes brasileiros.
De volta à Europa editou na litografia de Engelmann com o texto bilíngüe o
seu livro de estudos sobre o Brasil, que foi publicado em Paris em 1835,
em luxuosa edição, sob o título Voyage Pitoresque au Brésil.
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Em 1831 volta à América - ao México e Chile; em 1847 retorna ao Brasil
sempre documentando os aspectos da paisagem usos e costumes cujos desenhos
atualmente enriquecem várias coleções brasileiras.
Deixou ainda quadros a óleo e retratos de membros da Família Imperial Brasileira.
Embora sua permanência tenha sido breve, certamente foi o artista
estrangeiro mais importante que visitou o país à época da Independência.
A produção de Rugendas foi imensa. Realizou por volta de seis mil obras entre
desenhos (aproximadamente 5000 mil), setecentos óleos e trezentas aquarelas.
Definitivamente de volta à Europa, fixou-se em Munique, quando o
rei da Baviera adquiriu cerca de três mil obras de sua autoria.
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