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    PERSONAGENS HISTÓRICOS: :
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    Franz Post (1612-1680)

    O retrato do artista aqui reproduzido, de Autor desconhecido, foi pintado na Holanda em 1655.
    Nasceu em Haarlem, Holanda. Ficou órfão aos dois anos de idade e passou aos cuidados e proteção de seu irmão mais velho, o futuro arquiteto Pieter Post.

    Aos 25 anos, aceita um convite do então governante da Holanda Equatorial, João Maurício de Nassau, e fica no Brasil de 1637 a 1644, documentando aspectos da nova terra com suas telas.

    Desse período, sabe-se da existência de 18 telas, 11 delas desaparecidas.

    Essas obras representam a primeira visão do Velho Mundo sobre o Novo Mundo nas artes e, por isso, tornaram-se verdadeiras coqueluches dos museus e leilões internacionais.

    No Nordeste desenvolveu grande atividade documentando a paisagem e tomando apontamentos de portos e fortificações que utilizaria como ilustrações para o Rerum per octennium in Brasilia, publicado em 1647 por Joanis Blaev.
    No início de 1644 de volta à Holanda, fixou-se em sua cidade natal e continuou a pintar. Em 1650 casou-se, ficando viúvo em 1664.

    Após essa data, caiu em depressão, tornando-se alcoólatra o que acabou por afetar sua criatividade. Ao falecer, foi enterrado na Groote Kerk de Haarlem.

    Historicamente, sua importância é imensa (senão a maior na história do Brasil), tendo sido o primeiro pintor, em terra americana, a dar uma versão ao mesmo tempo fiel e poética da região, num momento em que toda a ênfase era concedida à pintura de natureza religiosa.

    Entre 1996 e 1997, uma de suas obras, pintada durante o período em que estava no Nordeste, a Vista da Cidade e da Fazenda de Frederick na Paraíba, Brasil ou Cidade Frederica na Paraíba, de 1638, foi descoberta em um castelo da Baviera, Alemanha. Sendo vendida dois anos depois em um leilão da Sotheby's, por US$ 4,5 milhões, negociação que representou um recorde mundial para uma obra produzida no Brasil

    Depois que voltou para Holanda, o artista produziu mais de uma centena de quadros sobre o Brasil. Pintava-os de memória do que aqui viu, e também em cima de muitos esboços que fizera a lápis, quando aqui estava.

    Johan Mauritz Rugendas (1802-1858)


    O retrato do artista aqui, foi reproduzido de: MATHIAS, Herculano Gomes. Viagem Pitoresca ao Velho e ao Novo Rio, IV Centenário do Rio de Janeiro, Governo do Estado da Guanabara, Rio de Janeiro, 1965
    Nasceu em Augsburgo e faleceu em Weilheim (1858), Alemanha.

    Rugendas, Johann Moritz. 1802-1858. Natural da Alemanha, pintor e desenhista com formação acadêmica na Academia de Belas-Artes de Munique, sendo influenciado também por seu pai e tios, também artistas.

    Veio ao Brasil em 1821 participando da Missão Cientifica russa, dirigida pelo barão de Langsdorff, porém desistiu de acompanhar o roteiro da expedição e Passou então a viajar por conta própria, anotando em magníficos desenhos os diversos aspectos da paisagem, dos tipos e dos costumes brasileiros.

    De volta à Europa editou na litografia de Engelmann com o texto bilíngüe o seu livro de estudos sobre o Brasil, que foi publicado em Paris em 1835, em luxuosa edição, sob o título Voyage Pitoresque au Brésil.
    Em 1831 volta à América - ao México e Chile; em 1847 retorna ao Brasil sempre documentando os aspectos da paisagem usos e costumes cujos desenhos atualmente enriquecem várias coleções brasileiras.

    Deixou ainda quadros a óleo e retratos de membros da Família Imperial Brasileira.

    Embora sua permanência tenha sido breve, certamente foi o artista estrangeiro mais importante que visitou o país à época da Independência.

    A produção de Rugendas foi imensa. Realizou por volta de seis mil obras entre desenhos (aproximadamente 5000 mil), setecentos óleos e trezentas aquarelas.

    Definitivamente de volta à Europa, fixou-se em Munique, quando o rei da Baviera adquiriu cerca de três mil obras de sua autoria.



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